quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Correção de testes

Sempre que corrijo um teste, a minha lista (ao lado) de apanhados na sala de aula aumenta.
Num som gralhas: eles screvem mesmo açim. Cual acordo! Us alunus debio puder screber açim; desde que se precebeçe, debia baler. Abia mais susseço e tudo era mais fáçel para o profe, num axam?
Gosto de ser profe: pelo o conbíbio cus alunos, cuaqilo caprendo cueles ( tou a falar a çério! Gosto memo deles).E eles sabem-o bem!
Tamos cueles tododia, dou-les muintas aulas dapoiu (desde que ficom mais tempu na scola, stão muinto melhor.
Aixo quagora, com aulas té ás 19 oras, debião de ter inda mais apoius.



E biba a liverdade despreção! Carago!!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

reuniões de avaliação

Hoje, 21 de dezembro, ao fim do dia, perdi as estribeiras!!!
Comecei os conselhos de turma: o primeiro, às 8h30; o segundo, às 10h, o terceiro, às 15h30. Uma hora e trinta cada reunião (as intercalares duravam 2h: devem ser mais importantes!). 
Sou secretária de um conselho de turma. Não me nego ao trabalho.
A parte que me f,,,, perdão, parte toda é quando temos de levar as actas à verificação. Para quem não souber, «verificação» é quando levamos as actas à correção/censura. Dizem-nos que a acta tem de retratar o que foi dito, discutido, decidido na reunião. Depois, à vez, temos de esperar no corredor à porta da sala de «verificação», tipo carneiros. Vou sugerir que se tirem senhas! As censoras passam as actas a pente de catar piolhos (não conheço mais fino!): se falta uma vírgula, um acento, se «alunos», «professores» ou outra coisa qualquer aparece em minúsculas, tem de ser sempre em minúsculas, caso contrário, a acta tem de voltar a ser imprimida. Já nem sei se sou prof de português, uma vez que sou corrigida por uma prof de história e uma de matemática. 
Pessoalmente, acho que as actas deviam ser intocadas por terceiros. 
Para não falar no meu primeiro ano, nesta escola em que fiquei estarrecida quando cheguei à sala para entregar os documentos da minha Direção de Turma e me deparei com duas auxiliares a conferir as notas e os restantes documentos!!! Nem queria acreditar!
Depois, veio a censura! Nem é tanto pela censura, mas pela forma como nos tratam: parece o posto médico. Por vezes, há reuniões de avaliação às 17h ou 17h30: mas a verificação termina às 17h30!
Sim, porque os subalternos (os professores, pois não somos colegas!) não temos de ir buscar os nossos filhos, voltar para casa, para a família...
Abandonei o corredor onde esperava, lançava chamas por todo o lado, palavrões saiam aos rodos (a minha melhor amiga é transmontana, por isso, o léxico é variado!!!).
Já devia estar habituada a este tipo de tratamento, nesta escola, já que cá estou há 14/ 15 anos.
Continuo idealista e sou uma saudosista: ainda me lembro das escolas onde, quando alunos e professores chegavam à escola, já lá estava um membro do Conselho Diretivo; alguém da Direção era o último a sair. Na Preparatória da Amarante, enquanto houvesse alguém à espera para entregar os documentos dos Conselhos de Turma, o pessoal da Direção, recebia-nos fosse até que hora fosse.
A escola tem coisas boas, excelentes: a proximidade, os auxiliares (5 estrelas), alguns colegas e, sobretudo, os alunos.
Sei que nada é perfeito, mas aquela direção deixa tudo a desejar: humildade, simpatia, competência, agilização, confraternização, ...
Vou terminar com uma citação: fica sempre bem:

 «Liberdade, Igualdade, Fraternidade foda-se!!! 
Mas não desespere: Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!»   ( Foda-se, Millôr Fernandes)





 




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Há um ano atrás, comprei um carro em segunda mão, na Auto RCA, Fafe. O preço foi alto. O vendedor, como achamos o preço bastante exagerado, prontificou-se a fazer uma revisão geral ao veículo e a pô-lo em ótimas condições. Quem nos levou àquela empresa, foi um conhecido, mecânico. Todos os consertos de que o carro necessitava seriam efetuados, sem mais despesas para nós, por respeito para com o nosso «acompanhante», amigo do dono da empresa.
Fomos enganados por todos: o nosso «acompanhante», a Auto RCA e a oficina (perto da RCA), o Centro de Inspeções onde o carro passou «sem problemas» (foi o nosso acompanhante que o conduziu!).
Poucos dias depois, tivemos de levar o carro à nossa oficina, em Lousada, onde ficamos a saber que os consertos, supostamente efetuados em Fafe, não tinham sido realizados,
Fiquei a conhecer as técnicas usadas pelos vendedores de carros usados: simpatia, promessas, várias idas a Fafe, onde a nossa «cunha» nos gabava os progressos feitos no veículo. Finalmente, entrega do carro, noite cerrada pois, supostamente, o carro estava a ser verificado mais uma vez e breve passeio num trecho de estrada em tapete. Pagamos em dinheiro vivo (continuamos à espera da fatura, reclamada ao vendedor e, mais tarde, à Autoridade Tributária. Um ano depois, continuamos, pacientemente, à espera da mesma!!!)... À vinda, entrando na estrada de paralelos, ficamos esclarecidos,.. Quando o meu marido telefonou para o vendedor, este perguntou-lhe se, por aquele preço, queríamos um carro novo!!! Foi essa bela resposta que nos fez apresentar queixa. Bastava não terem feito promessas e não teríamos comprado «aquele» carro.
Agora, passemos à resposta do tribunal. Quem se quiser dar ao trabalho de ler, terá acesso a um belíssimo texto literário, com transcrições do Código Civil e consequentes notas explicativas (ou seja, supostamente "em português" para o simples mortal). Aí se confirma que o vendedor se comprometeu a fazer a revisão geral ao carro, mas não a fez. Mas fica inocentado, pois não ficou provado que não usou de má fé. 







Isto é linnnndo!!!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Carta aberta aos políticos

Exmos Senhores,

antes de se candidatarem a qualquer lugar público, deviam fazer uma revisão completa ao vosso passado. 
Deviam ser impolutos. Claro que os vossos interesses não são os nossos, os do povo. São os vossos. Todos procurais o mesmo: protagonismo, rendimentos, subornos, boas reformas...
Onde estão os políticos, os Verdadeiros, os que tinham ideologias? 
Já não existem. São todos um bando de corruptos.
Fui educada a não criar dívidas, mas os nossos sucessivos governantes encarregaram-se de as criar por mim. É por minha causa que o país está afundado na lama? Que chafurdamos, que andamos de gatas à frente do resto da Europa? A culpa é vossa.
Tenho vergonha de ser portuguesa, de ver o povo fazer vigílias diante da cadeia de Évora. Por amor de Deus!!! Quem acredita que aquele pedante é inocente? Quem acredita que alguém, no seu juízo perfeito, teria a ousadia de prender um ex primeiro ministro, sem provas fortes da sua culpa? Mário Soares? É compreensível: o homem está senil. Faz figuras tristes, mas até é divertido vê-lo. As pessoas deviam saber retirar-se com classe!!! 
Sou do tempo em que, quando ele lá estava , nos mandava apertar o cinto mais um furo! Tive de fazer mais buracos no cinto e nunca andei tão elegante! Em Soares, nunca vi melhoras! O homem até tem uma Fundação. Ainda não consegui descobrir o intuito da mesma, embora tenha as minhas desconfianças. 
País tão pequeno, este, com autoestradas às moscas, construções megalómanas inacabadas, construções em zonas protegidas, subsidiodependentes (na Europa, agora, deu-se-lhe o nome de turismo social), polícias que vão presos, bandidos que recebem indemnizações porque levaram um tabefe, empregos atribuídos a familiares/ amigos...

Este país está desconcertado/desconsertado.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Saudade!

Esta manhã, acordei com saudades tuas: as nossas conversas e as nossas crenças sobre a outra vida, o além...
Estava na cama e sorri: vi-te com a tua neta pela mão, a caminho da quinta, para ires alimentar o cavalo. Tão pequenina, ao teu lado! Tinhas sempre coisas para lhe contar, mostravas-lhe os insectos, as plantas,... a vida, enfim.
Foste um pai presente (por vezes, duro!), um avô extremoso. Que memórias gratas que eu tenho de ti, especialmente com a tua neta!
Vejo-te sentado à frente de casa, já na cadeira de rodas, a leres histórias à Ângela (de perninhas à chinesa ou dobradas e queixo pousado nos joelhos). Ela ficava muito atenta. Quando deixaste de poder virar as páginas, era ela que o fazia (trabalho de equipa!). Ela também adorava as histórias que improvisavas e decorava-as, corrigindo-te quando alteravas algum pormenor.
Lembras-te, também, daquela vez em que a Elisabeth, a Stéphanie e a Ângela, o trio maravilha!, te fizeram umas tranças com lã amarela? Aquela foto está fantástica! O teu ar de felicidade junto delas! Como sinto a tua falta, por vezes!
É por isso que não morremos: ficamos sempre no coração de alguém.
Saudades!

sábado, 25 de outubro de 2014

À boa portuguesa!


Este é um quadro elétrico, soberbamente tratado com pensos e gaze!
Tadinho!

Zippy???

Que vergonha!
Até se me caiu tudo quando apresentei esta pub aos meus alunos!

Pão e circo!

Já assim faziam os Romanos para contentar o povo.
Tantos séculos volvidos, e nada mudou: pão e futebol.
O povo fica feliz: reza, vibra, revolta-se. Por causa da bola! Não pelo estado do país, mas pelo seu clube. Quanto ao resto, está tudo pacífico. Que importam os impostos (são poucos os que os pagam), o país a afundar-se, os pimpões cada vez mais desafogados, os políticos (todos eles!) que só querem encher os bolsos, ...? Uma transmissão televisiva de um joguinho por semana (dois é perfeito: dá um orgasmo!) e o Zé vive feliz!

Avé, César!

Exame 1º e 2º ciclos

Esta semana, as escolas fecharam para que os alunos pudessem mostrar os conhecimentos de todo um ciclo.
Faz-se um exame antes que termine o ano letivo, antes que seja lecionada toda a matéria, ou dada a correr! Não é isso que preocupa os pais: o que fazer com os filhos sem os professores para olharem por eles? O depósito está encerrado: os professores não fazem nenhum! E as férias estão à porta.
Parem os filhos e os outros que tratem deles! A escola existe, não para dar educação, não para olhar pelos meninos, mas sim para transmitir saber, conhecimento, despertar a vontade de ir mais além.
Cuidem dos vossos filhos: não é papel do professor. Eles crescem tão depressa... quando perceberem isso, já perderam as fases mais bonitas do crescimento dos vossos miúdos.
Sei do que falo: sou mãe e não deixei por mãos alheias o desenvolvimento, o aconchego, o mimo que me competia a mim dar.
Professor é para ensinar, não para cuidar, secar as lágrimas, ouvir confidências, dar carinho.
Sei do que falo: sou professora: dou mimo, carinho, ouço as confidências, dou conselhos.
É muito gratificante... mas devia ser tarefa vossa!
Um abraço a todos os colegas de profissão e a todos os alunos que me fazem amar o meu trabalho! 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Os meus alunos também escrevem coisas bonitas!

Infância



Ser criança é;
É a idade do não saber,
Mas o tempo de aprender,
Aprender como saber viver.

Na nossa infância,
Não é tempo de ganância:
Criança só gosta de viver,
Viver com tolerância.

Em criança, aprendemos a brincar.
Somos polícias,
Mas não prendemos ninguém,
Só libertamos a imaginação.

Ninguém quer ser criança.
Mas criança não é ninguém
Neste poema sobre a criança,
criança que brinca com a inocência.


Cláudio Costa (7.º B)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu vi!


Esta tabuleta pode ter muitas leituras! Não acham?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Envelhecer


-Mitch, eu "abraço" o envelhecer.
- Abraças?
- É muito simples. À medida que cresces, aprendes mais. Se ficasses pelos 22 anos, serias sempre tão ignorante como eras aos 22 anos. Sabes, envelhecer não é só decadência. É crescimento. É mais do que o negativo de que vais morrer, é também o positivo de que vais "compreender" que vais morrer e que vives uma vida melhor por causa disso. (...) Porque, se encontrares sentido na vida, não desejas voltar atrás. Queres ir para a frente. Queres ver mais. Estás mortinho por chegar aos 65... Se estiveres sempre a batalhar contra o envelhecimento, vais ser sempre infeliz, porque isso vai acontecer de qualquer maneira.

"As Terças com Morrie" - Mitch Albom

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Leitura

«A leitura é prazer e alegria de estar vivo ou tristeza de estar vivo e, sobretudo, é conhecimento e perguntas. A escrita, em compensação, costuma ser vazio.»


Roberto Bolaño, 2666

domingo, 11 de abril de 2010

Vida, morte

«A vida é nuvem sombria
Que passa entre o céu e a terra.
A vida é a luz d'um só dia,
A vida, o túmulo a encerra»

anónimo

Erro

«Se não receio o erro é porque estou sempre pronto a corrigi-lo»

Bento de Jesus Caraça

terça-feira, 6 de abril de 2010

Descobre os erros, se fores capaz!







Felgueiras no seu melhor!

Passeios na zona atrás do campo de futebol.
Estacionamento reservado às ambulâncias, junto às urgências do hospital.

Ao lado da casa mortuária, no centro.





terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Auschwitz, 27 de Janeiro de 1945



No dia 27 de Janeiro de 1945, os soldados do Exército Vermelho entravam no campo de Auschwitz-Birkenau, no sul d a Polónia. Aí, encontraram 7000 deportados num estado de agonia sem precedentes.

Os nazis deixaram aqueles sete mil moribundos sem água nem mantimentos, por acharem que o estado em que se encontravam não permitia, de modo algum, a sua evacuação para outro campo. Os restantes 60 mil prisioneiros foram conduzidos em marcha acelerada para campos situados a Oeste. Foi a “marcha da morte” – a maioria morreu de cansaço, fome ou de tiro em desesperadas tentativas de fuga.
O III Reich instalou em Auschwitz a maior fábrica de morte, das várias que montou entre a Alemanha e a Polónia. Aí, entre 1942 e 1945, foram asfixiadas com gás Zyclon B, depois queimados em fornos crematórios, um milhão de judeus vindos dos países ocupados pela Alemanha. Havia ainda prisioneiros de guerra polacos (80 mil) e soviéticos (15 mil), ciganos (20 mil) e 12 mil de diversas nacionalidades. Auschwitz, pela sua descomunal dimensão, tem o triste registo de maior cemitério da História.

O estado-maior nazi, que se realizou em Wannsee, decidiu proceder, a partir dali, à “solução final do problema judeu”.
O campo funcionava como reservatório de mão-de-obra para a indústria alemã. Esta sua função nunca deixou de ser utilizada mas, a partir de meados de 1942, foi também a principal unidade de liquidação dos povos judeu e cigano – considerados “degenerados”.
Auschwitz passou a ser igualmente um “espaço científico” experimental. Josef Mengele, nomeado médico-chefe do campo em 1943, desenvolveu aí um projecto de investigação, utilizando cobaias humanas.
A indústria da morte aperfeiçoou-se e atingiu o seu clímax em 1943, com 20 mil pessoas a serem liquidadas diariamente nas câmaras de gás e cremadas, em seguida, nos fornos. Comboios vindos dos vários extremos da Europa ocupada pelos nazis, da França à Grécia, da Bélgica aos países bálticos, chegavam em cadência crescente. Traziam levas de seres humanos que descarregavam no cais do campo de Auschwitz, onde, sob força militarizada, se processava à separação, segundo a idade e o sexo.
Os últimos meses de vida no campo foram particularmente lancinantes, à medida que a derrota nazi se avizinhava. Antes de abandonar o campo, os nazis tentaram destruir as câmaras de gás e os fornos. Não o puderam fazer na totalidade porque as ordens que vinham de Berlim eram de continuar até ao último momento com a “solução final”.
As tropas do Exército soviético aceleraram a marcha e ocuparam o campo. Foi o espanto que esta realidade provocou junto dos soldados que levou a que os campos de morte nazis se transformassem, rapidamente, em lugares de memória.

(Não apaguem a memória, António Melo)