quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Incompetentes nos lugares de dirigentes

Saturada de ser dirigida pelos piores incompetentes de que me lembro!!!
Mas, o que mais dói é vê-los premiados. Gente que só "trabalha" para inglês ver; os mais nulos que há em trabalho concreto, efectivo; aqueles que falham por completo no que importa, que é «ensinar» os alunos... São os mais valorizados, nesta escola.
É frustrante. Auto comiseração? Não, não é. Tinha prometido a mim mesma calar, passar ao lado e esquecer.
Mas, por muito que queira, não consigo.
Vem aí o secretário de estado de «não sei quê»: o director já levita, não caminha...
A escola subiu no ranking nacional: o Senhor Director veio nos dizer, a nós, pobres professores, em reunião de Departamento, depois de um dia inteirinho de aulas, que, numa entrevista a não sei que jornal, respondera que não tinha culpa de ter bons alunos!!!
Não segurei na língua: «Imagina se os professores fossem bons!»
Que saudades de dar aulas, ensinar, trabalhar só para os alunos, não para estatísticas, não para tomar conta deles em apoios, tutorias, Oficina de Preparação para Exame, acompanhamento educativo, preenchimento de papelada... É verdade: nesta escola, ainda existem «aulas de substituição», pois ter "furos" não é bom para os alunos; há «Supervisão Pedagógica» (deve ser para ver se os professores estão ao nível dos alunos!).
Às vezes (só às vezes!), tenho saudades de ser "contratada": não tinha tempo de ser atingida pelo cheiro a podre.
Respirar fundo, soltar o grito no alto do monte: «AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!»
Pronto, já me sinto melhor!

terça-feira, 15 de novembro de 2016


Num sábado, apeteceu-me uma daquelas tardes estúpidas, a ver televisão.
O título do filme, na TVI, era «Mac Kenna rumo ao estrelado». Uma daquelas histórias fooooofinhas, onde a atriz principal, uma menina, só vive para a ginástica. Há uma série de peripécias e complicações, um pé partido que a podem impedir de chegar ao «estrelado».
Como me sinto estúpida desde o Acordo Ortográfico, mudança de nomenclatura na gramática (que já se chamou de CEL e voltou a "Gramática") e outras coisas que tais... toca a consultar o meu melhor amigo, nestas situações, o Sr. Dicionário. Este diz-me: «estrelado: coberto de estrelas; ovo frito sem ser batido»;   «estrelato: situação brilhante desfrutada por pessoa que sobressai pelo valor, prestígio, principalmente nas áreas de teatro, cinema, música, desporto».
É certo que o Sr Dicionário já data de 2011 (uma relíquia, vá!!!).
Então, dou por mim a pensar: quantos jovens competentes, cultos, formados estão no desemprego?! Por que razão os incompetentes ocuparão os melhores cargos? Bons padrinhos, como sempre! Ou tiraram licenciaturas, mestrados e doutoramentos pelas Novas Oportunidades, pois está muito na moda!

Como dizia o António Aleixo: « Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência.»



(ia colocar aqui a imagem dum burro a mostrar os dentes, mas respeito muito os animais!!!)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O meu jardim

Tenho um jardim. É o meu refúgio, onde me sinto bem!
Liberdade, verdura, frescura: o cúmulo da felicidade. Estamos a transformá-lo em parque. Talvez já não consiga ver as árvores gigantescas que ambiciono, mas, vê-las crescer, ter de levantar os olhos para conseguir alcançar toda a sua imponência, isso já posso fazer. Aquelas tílias que «roubamos» não me chegavam aos joelhos! Agora, presenteiam-me com a sua sombra, com o seu suave aroma, no verão, o canto dos melros refugiados nos seus ramos, ...
Os azevinhos, de folhas recortadas, brilhantes e escuras, celebram o Natal todo o ano com as suas bolinhas encarnadas. Dois chorões crescem lado a lado, como batentes de porta aberta para o caminho ladeado de alfazema, cujas manchas roxas borbulham de vida, em pleno verão. Recolho as sementes que enchem saquinhos para perfumar guarda-fatos e a minha almofada. A alfazema embala os meus sonhos.
Este parque é uma homenagem viva aos animais que ali repousam: tantos amigos de quatro patas!
Um dia, quero que as minhas cinzas fiquem para sempre neste cantinho do mundo, debaixo de um canteiro de jarros brancos. Como eles, quero renascer em cada estação. 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Porto seguro?

Sou o rochedo,
Porto seguro,
O ombro amigo,
A sempre presente.
Confessas-me as tuas dores,
As tuas mágoas,
As tuas dúvidas...

Eu não sou o rochedo!
Não viste que sou jangada?
Madeira frágil,
À deriva.
Quem me prende ao cais?
Quem me dá a mão?
Quem me agarra antes que me afunde em alto mar?
Só me encontras quando precisas!

Continuo perdida na névoa,
No meio dos escolhos.
É a maré que me guia.
Nunca tu!

Não sou rochedo!
Sou jangada!


Ana Bela Leão

domingo, 8 de maio de 2016

Colégio... ou não?

Filho meu não frequentava este, em Rio Tinto!!!



Que vergonha!!!

domingo, 13 de março de 2016

Esperava mais!

O meu sogro faleceu no dia 5 de março de 2016; o funeral realizou-se no dia 6. Dia 7, liguei para a minha escola a comunicar que estava a faltar por nojo. Faltei um dia  e fui trabalhar na terça, 8 de março. Estive lá toda a manhã, membros da direção estiveram na sala dos professores. Nem uma palavra. Tudo bem, já sei o que a casa gasta. Dia 9, antes de ir para as aulas, espreitei na caixa do correio: um telegrama (devia ter chegado na véspera, dia 8). Um telegrama... nem sabia que ainda se usava!!! De Lisboa: quando comecei a ler, percebi, mas nem queria acreditar! Uma fúria tão grande apossou-se de mim e tive de reagir. Quando cheguei à escola, afixei no meu cacifo, a fotografia do meu sogro, o telegrama e a resposta que me saiu espontaneamente. Ficou aquele «obituário» todo o dia ali afixado! Já passou quase uma semana, mas  a raiva continua a ferver cá dentro: não esperava um tratamento diferenciado, mas preferia não receber nada. Junto a nós, enviam-nos um telegrama " anónimo"! Que falta de sensibilidade, educação, formação...
Cá vai, pois não resisto!!!









Acho que não preciso de acrescentar nada!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Nasceu um poeta

No sábado, 13 de fevereiro de 2016, fui ao lançamento do livro de poemas «Phoenix», de Ricardo M. Santos. A sessão decorreu na Fundação "Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro", em Águeda.

Antes da sessão de autógrafos, pudemos assistir a uma performance muito bem conseguida: a dramatização de alguns dos poemas do jovem autor.
Todos amadores, todos Amigos, todos muito bem. Alguém tentou ficar com os louros de toda aquela apresentação (onde é que já vi isso?), mas o mérito é todo do Ricardo e amigos. O jovem poeta transbordava de orgulho e felicidade!







Tivemos direito a foto, à mesa da «Inquisição»: que classe!

A obra é autobiográfica, singela, mas com textos que, para mim, são muito intensos, pois são sentidos. Saíram de uma alma em sofrimento, uma alma que quer gritar, mas não consegue, pois ninguém a quer ouvir.
Eu ouvi-a e tudo farei para que outros a ouçam!

Parabéns, Ricardo e que haja mais!





O que escrevo

O que escrevo
Não é escrito para que leias,
É para que sintas.
Se não sentires o que escrevo,
De nada serve escrever,
De nada serve o que lês.

                                               Ricardo Santos: «Phoenix»