
sexta-feira, 4 de junho de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Envelhecer

-Mitch, eu "abraço" o envelhecer.
- Abraças?
- É muito simples. À medida que cresces, aprendes mais. Se ficasses pelos 22 anos, serias sempre tão ignorante como eras aos 22 anos. Sabes, envelhecer não é só decadência. É crescimento. É mais do que o negativo de que vais morrer, é também o positivo de que vais "compreender" que vais morrer e que vives uma vida melhor por causa disso. (...) Porque, se encontrares sentido na vida, não desejas voltar atrás. Queres ir para a frente. Queres ver mais. Estás mortinho por chegar aos 65... Se estiveres sempre a batalhar contra o envelhecimento, vais ser sempre infeliz, porque isso vai acontecer de qualquer maneira.
"As Terças com Morrie" - Mitch Albom
- Abraças?
- É muito simples. À medida que cresces, aprendes mais. Se ficasses pelos 22 anos, serias sempre tão ignorante como eras aos 22 anos. Sabes, envelhecer não é só decadência. É crescimento. É mais do que o negativo de que vais morrer, é também o positivo de que vais "compreender" que vais morrer e que vives uma vida melhor por causa disso. (...) Porque, se encontrares sentido na vida, não desejas voltar atrás. Queres ir para a frente. Queres ver mais. Estás mortinho por chegar aos 65... Se estiveres sempre a batalhar contra o envelhecimento, vais ser sempre infeliz, porque isso vai acontecer de qualquer maneira.
"As Terças com Morrie" - Mitch Albom
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Leitura
«A leitura é prazer e alegria de estar vivo ou tristeza de estar vivo e, sobretudo, é conhecimento e perguntas. A escrita, em compensação, costuma ser vazio.»
Roberto Bolaño, 2666
Roberto Bolaño, 2666
domingo, 11 de abril de 2010
Vida, morte
«A vida é nuvem sombria
Que passa entre o céu e a terra.
A vida é a luz d'um só dia,
A vida, o túmulo a encerra»
anónimo
Que passa entre o céu e a terra.
A vida é a luz d'um só dia,
A vida, o túmulo a encerra»
anónimo
terça-feira, 6 de abril de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Auschwitz, 27 de Janeiro de 1945


No dia 27 de Janeiro de 1945, os soldados do Exército Vermelho entravam no campo de Auschwitz-Birkenau, no sul d a Polónia. Aí, encontraram 7000 deportados num estado de agonia sem precedentes.
Os nazis deixaram aqueles sete mil moribundos sem água nem mantimentos, por acharem que o estado em que se encontravam não permitia, de modo algum, a sua evacuação para outro campo. Os restantes 60 mil prisioneiros foram conduzidos em marcha acelerada para campos situados a Oeste. Foi a “marcha da morte” – a maioria morreu de cansaço, fome ou de tiro em desesperadas tentativas de fuga.
O III Reich instalou em Auschwitz a maior fábrica de morte, das várias que montou entre a Alemanha e a Polónia. Aí, entre 1942 e 1945, foram asfixiadas com gás Zyclon B, depois queimados em fornos crematórios, um milhão de judeus vindos dos países ocupados pela Alemanha. Havia ainda prisioneiros de guerra polacos (80 mil) e soviéticos (15 mil), ciganos (20 mil) e 12 mil de diversas nacionalidades. Auschwitz, pela sua descomunal dimensão, tem o triste registo de maior cemitério da História.
O estado-maior nazi, que se realizou em Wannsee, decidiu proceder, a partir dali, à “solução final do problema judeu”.
O campo funcionava como reservatório de mão-de-obra para a indústria alemã. Esta sua função nunca deixou de ser utilizada mas, a partir de meados de 1942, foi também a principal unidade de liquidação dos povos judeu e cigano – considerados “degenerados”.
Auschwitz passou a ser igualmente um “espaço científico” experimental. Josef Mengele, nomeado médico-chefe do campo em 1943, desenvolveu aí um projecto de investigação, utilizando cobaias humanas.
A indústria da morte aperfeiçoou-se e atingiu o seu clímax em 1943, com 20 mil pessoas a serem liquidadas diariamente nas câmaras de gás e cremadas, em seguida, nos fornos. Comboios vindos dos vários extremos da Europa ocupada pelos nazis, da França à Grécia, da Bélgica aos países bálticos, chegavam em cadência crescente. Traziam levas de seres humanos que descarregavam no cais do campo de Auschwitz, onde, sob força militarizada, se processava à separação, segundo a idade e o sexo.
Os últimos meses de vida no campo foram particularmente lancinantes, à medida que a derrota nazi se avizinhava. Antes de abandonar o campo, os nazis tentaram destruir as câmaras de gás e os fornos. Não o puderam fazer na totalidade porque as ordens que vinham de Berlim eram de continuar até ao último momento com a “solução final”.
As tropas do Exército soviético aceleraram a marcha e ocuparam o campo. Foi o espanto que esta realidade provocou junto dos soldados que levou a que os campos de morte nazis se transformassem, rapidamente, em lugares de memória.
(Não apaguem a memória, António Melo)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
A flor
Há uns anos atrás, uma pessoa especial ofereceu-me um livro de Almada Negreiros. Li-o e achei-o uma «seca». Mas descobri um texto que, sempre que o leio, me faz brotar as lágrimas dos olhos e me comove até ao mais profundo de mim: um texto simples, mas de uma inspiração e uma verdade maravilhosas.
Cá vai ele: espero que gostem!
«A Flor
Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala, onde não há mais ninguém. Passado algum tempo, o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era de mais.
Depois, a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não acham estas linhas parecidas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!»
Almada Negreiros
Cá vai ele: espero que gostem!
«A Flor
Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala, onde não há mais ninguém. Passado algum tempo, o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era de mais.
Depois, a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não acham estas linhas parecidas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!»
Almada Negreiros
«Tanta gente anda por aí com uma vida sem sentido. Parecem meio adormecidos, mesmo quando estão ocupados a fazer coisas que consideram importantes. Isto é porque perseguem as coisas erradas. A maneira de dar sentido à nossa vida é dedicá-la a amar os outros, dedicar-se à comunidade à nossa volta e dedicar-se a criar qualquer coisa que nos dê um propósito e um significado.»
Morrie Schwartz, "As Terças com Morrie" ( Mitch Albom)
Morrie Schwartz, "As Terças com Morrie" ( Mitch Albom)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
«Parece impraticável o esquecimento, embora o passado não sirva. De que serve ter vivido quando se está morto? O passado é uma coisa que terminou. De que me serve ter sido feliz (...), se hoje tudo se fende? De que serve ao ancião ter sido jovem? Ao inválido ter sido vigoroso? Ao doente de um mal incurável ter gozado de um corpo saudável? Ao cego ter visto no dia anterior?
A vida não é uma dádiva com a qual nos podemos consolar ao ter aproveitado uma parte. A vida começa no presente e projecta-se no futuro. O passado é um saco de lembranças para alimentar saudades, arrependimentos e consolações quando o presente falha.(...) A água fresca que bebi com abundância na semana passada não aplacará hoje a minha sede.
(...)
-Também julgo que o mundo está mal encaminhado. Mas o homem adapta-se a tudo. Os nossos filhos encontrarão motivo de felicidade aí, onde nós cremos que somente haverá desgraças. É o jogo da evolução. Os meus filhos ensinaram-me um universo de poesia.»
Michel Bonnefoy, "Os arautos do medo"
A vida não é uma dádiva com a qual nos podemos consolar ao ter aproveitado uma parte. A vida começa no presente e projecta-se no futuro. O passado é um saco de lembranças para alimentar saudades, arrependimentos e consolações quando o presente falha.(...) A água fresca que bebi com abundância na semana passada não aplacará hoje a minha sede.
(...)
-Também julgo que o mundo está mal encaminhado. Mas o homem adapta-se a tudo. Os nossos filhos encontrarão motivo de felicidade aí, onde nós cremos que somente haverá desgraças. É o jogo da evolução. Os meus filhos ensinaram-me um universo de poesia.»
Michel Bonnefoy, "Os arautos do medo"
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O que é o Homem sem os animais?
Subscrever:
Mensagens (Atom)







