Olá, meu querido blog,
há tanto tempo que não te visitava que já nem sabia o teu «endereço».
Tenho tentado entender-me com o Face, mas, sinceramente, é muito oco: só serve para «cuscar» a vida de quem a quer exibir.
Assim, voltei!!!!!
💋💋💋
sábado, 16 de novembro de 2019
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Incompetentes nos lugares de dirigentes
Saturada de ser dirigida pelos piores incompetentes de que me lembro!!!
Mas, o que mais dói é vê-los premiados. Gente que só "trabalha" para inglês ver; os mais nulos que há em trabalho concreto, efectivo; aqueles que falham por completo no que importa, que é «ensinar» os alunos... São os mais valorizados, nesta escola.
É frustrante. Auto comiseração? Não, não é. Tinha prometido a mim mesma calar, passar ao lado e esquecer.
Mas, por muito que queira, não consigo.
Vem aí o secretário de estado de «não sei quê»: o director já levita, não caminha...
A escola subiu no ranking nacional: o Senhor Director veio nos dizer, a nós, pobres professores, em reunião de Departamento, depois de um dia inteirinho de aulas, que, numa entrevista a não sei que jornal, respondera que não tinha culpa de ter bons alunos!!!
Não segurei na língua: «Imagina se os professores fossem bons!»
Que saudades de dar aulas, ensinar, trabalhar só para os alunos, não para estatísticas, não para tomar conta deles em apoios, tutorias, Oficina de Preparação para Exame, acompanhamento educativo, preenchimento de papelada... É verdade: nesta escola, ainda existem «aulas de substituição», pois ter "furos" não é bom para os alunos; há «Supervisão Pedagógica» (deve ser para ver se os professores estão ao nível dos alunos!).
Às vezes (só às vezes!), tenho saudades de ser "contratada": não tinha tempo de ser atingida pelo cheiro a podre.
Respirar fundo, soltar o grito no alto do monte: «AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!»
Pronto, já me sinto melhor!
Mas, o que mais dói é vê-los premiados. Gente que só "trabalha" para inglês ver; os mais nulos que há em trabalho concreto, efectivo; aqueles que falham por completo no que importa, que é «ensinar» os alunos... São os mais valorizados, nesta escola.
É frustrante. Auto comiseração? Não, não é. Tinha prometido a mim mesma calar, passar ao lado e esquecer.
Mas, por muito que queira, não consigo.
Vem aí o secretário de estado de «não sei quê»: o director já levita, não caminha...
A escola subiu no ranking nacional: o Senhor Director veio nos dizer, a nós, pobres professores, em reunião de Departamento, depois de um dia inteirinho de aulas, que, numa entrevista a não sei que jornal, respondera que não tinha culpa de ter bons alunos!!!
Não segurei na língua: «Imagina se os professores fossem bons!»
Que saudades de dar aulas, ensinar, trabalhar só para os alunos, não para estatísticas, não para tomar conta deles em apoios, tutorias, Oficina de Preparação para Exame, acompanhamento educativo, preenchimento de papelada... É verdade: nesta escola, ainda existem «aulas de substituição», pois ter "furos" não é bom para os alunos; há «Supervisão Pedagógica» (deve ser para ver se os professores estão ao nível dos alunos!).
Às vezes (só às vezes!), tenho saudades de ser "contratada": não tinha tempo de ser atingida pelo cheiro a podre.
Respirar fundo, soltar o grito no alto do monte: «AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!»
Pronto, já me sinto melhor!
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Num sábado, apeteceu-me uma daquelas tardes estúpidas, a ver televisão.
O título do filme, na TVI, era «Mac Kenna rumo ao estrelado». Uma daquelas histórias fooooofinhas, onde a atriz principal, uma menina, só vive para a ginástica. Há uma série de peripécias e complicações, um pé partido que a podem impedir de chegar ao «estrelado».
Como me sinto estúpida desde o Acordo Ortográfico, mudança de nomenclatura na gramática (que já se chamou de CEL e voltou a "Gramática") e outras coisas que tais... toca a consultar o meu melhor amigo, nestas situações, o Sr. Dicionário. Este diz-me: «estrelado: coberto de estrelas; ovo frito sem ser batido»; «estrelato: situação brilhante desfrutada por pessoa que sobressai pelo valor, prestígio, principalmente nas áreas de teatro, cinema, música, desporto».
É certo que o Sr Dicionário já data de 2011 (uma relíquia, vá!!!).
Então, dou por mim a pensar: quantos jovens competentes, cultos, formados estão no desemprego?! Por que razão os incompetentes ocuparão os melhores cargos? Bons padrinhos, como sempre! Ou tiraram licenciaturas, mestrados e doutoramentos pelas Novas Oportunidades, pois está muito na moda!
Como dizia o António Aleixo: « Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência.»
(ia colocar aqui a imagem dum burro a mostrar os dentes, mas respeito muito os animais!!!)
quarta-feira, 25 de maio de 2016
O meu jardim
Tenho um jardim. É o meu refúgio, onde me sinto bem!
Liberdade, verdura, frescura: o cúmulo da felicidade. Estamos a transformá-lo em parque. Talvez já não consiga ver as árvores gigantescas que ambiciono, mas, vê-las crescer, ter de levantar os olhos para conseguir alcançar toda a sua imponência, isso já posso fazer. Aquelas tílias que «roubamos» não me chegavam aos joelhos! Agora, presenteiam-me com a sua sombra, com o seu suave aroma, no verão, o canto dos melros refugiados nos seus ramos, ...
Os azevinhos, de folhas recortadas, brilhantes e escuras, celebram o Natal todo o ano com as suas bolinhas encarnadas. Dois chorões crescem lado a lado, como batentes de porta aberta para o caminho ladeado de alfazema, cujas manchas roxas borbulham de vida, em pleno verão. Recolho as sementes que enchem saquinhos para perfumar guarda-fatos e a minha almofada. A alfazema embala os meus sonhos.
Este parque é uma homenagem viva aos animais que ali repousam: tantos amigos de quatro patas!
Um dia, quero que as minhas cinzas fiquem para sempre neste cantinho do mundo, debaixo de um canteiro de jarros brancos. Como eles, quero renascer em cada estação.
Liberdade, verdura, frescura: o cúmulo da felicidade. Estamos a transformá-lo em parque. Talvez já não consiga ver as árvores gigantescas que ambiciono, mas, vê-las crescer, ter de levantar os olhos para conseguir alcançar toda a sua imponência, isso já posso fazer. Aquelas tílias que «roubamos» não me chegavam aos joelhos! Agora, presenteiam-me com a sua sombra, com o seu suave aroma, no verão, o canto dos melros refugiados nos seus ramos, ...
Os azevinhos, de folhas recortadas, brilhantes e escuras, celebram o Natal todo o ano com as suas bolinhas encarnadas. Dois chorões crescem lado a lado, como batentes de porta aberta para o caminho ladeado de alfazema, cujas manchas roxas borbulham de vida, em pleno verão. Recolho as sementes que enchem saquinhos para perfumar guarda-fatos e a minha almofada. A alfazema embala os meus sonhos.
Este parque é uma homenagem viva aos animais que ali repousam: tantos amigos de quatro patas!
Um dia, quero que as minhas cinzas fiquem para sempre neste cantinho do mundo, debaixo de um canteiro de jarros brancos. Como eles, quero renascer em cada estação.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Porto seguro?
Sou o rochedo,
Porto seguro,
O ombro amigo,
A sempre presente.
Confessas-me as tuas dores,
As tuas mágoas,
As tuas dúvidas...
Eu não sou o rochedo!
Não viste que sou jangada?
Madeira frágil,
À deriva.
Quem me prende ao cais?
Quem me dá a mão?
Quem me agarra antes que me afunde em alto mar?
Só me encontras quando precisas!
Continuo perdida na névoa,
No meio dos escolhos.
É a maré que me guia.
Nunca tu!
Não sou rochedo!
Sou jangada!
Ana Bela Leão
Porto seguro,
O ombro amigo,
A sempre presente.
Confessas-me as tuas dores,
As tuas mágoas,
As tuas dúvidas...
Eu não sou o rochedo!
Não viste que sou jangada?
Madeira frágil,
À deriva.
Quem me prende ao cais?
Quem me dá a mão?
Quem me agarra antes que me afunde em alto mar?
Só me encontras quando precisas!
Continuo perdida na névoa,
No meio dos escolhos.
É a maré que me guia.
Nunca tu!
Não sou rochedo!
Sou jangada!
Ana Bela Leão
domingo, 8 de maio de 2016
domingo, 13 de março de 2016
Esperava mais!
O meu sogro faleceu no dia 5 de março de 2016; o funeral realizou-se no dia 6. Dia 7, liguei para a minha escola a comunicar que estava a faltar por nojo. Faltei um dia e fui trabalhar na terça, 8 de março. Estive lá toda a manhã, membros da direção estiveram na sala dos professores. Nem uma palavra. Tudo bem, já sei o que a casa gasta. Dia 9, antes de ir para as aulas, espreitei na caixa do correio: um telegrama (devia ter chegado na véspera, dia 8). Um telegrama... nem sabia que ainda se usava!!! De Lisboa: quando comecei a ler, percebi, mas nem queria acreditar! Uma fúria tão grande apossou-se de mim e tive de reagir. Quando cheguei à escola, afixei no meu cacifo, a fotografia do meu sogro, o telegrama e a resposta que me saiu espontaneamente. Ficou aquele «obituário» todo o dia ali afixado! Já passou quase uma semana, mas a raiva continua a ferver cá dentro: não esperava um tratamento diferenciado, mas preferia não receber nada. Junto a nós, enviam-nos um telegrama " anónimo"! Que falta de sensibilidade, educação, formação...
Cá vai, pois não resisto!!!
Acho que não preciso de acrescentar nada!
Cá vai, pois não resisto!!!
Acho que não preciso de acrescentar nada!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Nasceu um poeta
No sábado, 13 de fevereiro de 2016, fui ao lançamento do livro de poemas «Phoenix», de Ricardo M. Santos. A sessão decorreu na Fundação "Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro", em Águeda.
Antes da sessão de autógrafos, pudemos assistir a uma performance muito bem conseguida: a dramatização de alguns dos poemas do jovem autor.
Todos amadores, todos Amigos, todos muito bem. Alguém tentou ficar com os louros de toda aquela apresentação (onde é que já vi isso?), mas o mérito é todo do Ricardo e amigos. O jovem poeta transbordava de orgulho e felicidade!
Tivemos direito a foto, à mesa da «Inquisição»: que classe!
A obra é autobiográfica, singela, mas com textos que, para mim, são muito intensos, pois são sentidos. Saíram de uma alma em sofrimento, uma alma que quer gritar, mas não consegue, pois ninguém a quer ouvir.
Eu ouvi-a e tudo farei para que outros a ouçam!
Parabéns, Ricardo e que haja mais!
Antes da sessão de autógrafos, pudemos assistir a uma performance muito bem conseguida: a dramatização de alguns dos poemas do jovem autor.
Todos amadores, todos Amigos, todos muito bem. Alguém tentou ficar com os louros de toda aquela apresentação (onde é que já vi isso?), mas o mérito é todo do Ricardo e amigos. O jovem poeta transbordava de orgulho e felicidade!
Tivemos direito a foto, à mesa da «Inquisição»: que classe!
A obra é autobiográfica, singela, mas com textos que, para mim, são muito intensos, pois são sentidos. Saíram de uma alma em sofrimento, uma alma que quer gritar, mas não consegue, pois ninguém a quer ouvir.
Eu ouvi-a e tudo farei para que outros a ouçam!
Parabéns, Ricardo e que haja mais!
O que escrevo
O que escrevo
Não é escrito para que leias,
É para que sintas.
Se não sentires o que escrevo,
De nada serve escrever,
De nada serve o que lês.
Ricardo Santos: «Phoenix»
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Correção de testes
Sempre que corrijo um teste, a minha lista (ao lado) de apanhados na sala de aula aumenta.
Num som gralhas: eles screvem mesmo açim. Cual acordo! Us alunus debio puder screber açim; desde que se precebeçe, debia baler. Abia mais susseço e tudo era mais fáçel para o profe, num axam?
Gosto de ser profe: pelo o conbíbio cus alunos, cuaqilo caprendo cueles ( tou a falar a çério! Gosto memo deles).E eles sabem-o bem!
Tamos cueles tododia, dou-les muintas aulas dapoiu (desde que ficom mais tempu na scola, stão muinto melhor.
Aixo quagora, com aulas té ás 19 oras, debião de ter inda mais apoius.
E biba a liverdade despreção! Carago!!!
Num som gralhas: eles screvem mesmo açim. Cual acordo! Us alunus debio puder screber açim; desde que se precebeçe, debia baler. Abia mais susseço e tudo era mais fáçel para o profe, num axam?
Gosto de ser profe: pelo o conbíbio cus alunos, cuaqilo caprendo cueles ( tou a falar a çério! Gosto memo deles).E eles sabem-o bem!
Tamos cueles tododia, dou-les muintas aulas dapoiu (desde que ficom mais tempu na scola, stão muinto melhor.
Aixo quagora, com aulas té ás 19 oras, debião de ter inda mais apoius.
E biba a liverdade despreção! Carago!!!
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
reuniões de avaliação
Hoje, 21 de dezembro, ao fim do dia, perdi as estribeiras!!!
Comecei os conselhos de turma: o primeiro, às 8h30; o segundo, às 10h, o terceiro, às 15h30. Uma hora e trinta cada reunião (as intercalares duravam 2h: devem ser mais importantes!).
Sou secretária de um conselho de turma. Não me nego ao trabalho.
A parte que me f,,,, perdão, parte toda é quando temos de levar as actas à verificação. Para quem não souber, «verificação» é quando levamos as actas à correção/censura. Dizem-nos que a acta tem de retratar o que foi dito, discutido, decidido na reunião. Depois, à vez, temos de esperar no corredor à porta da sala de «verificação», tipo carneiros. Vou sugerir que se tirem senhas! As censoras passam as actas a pente de catar piolhos (não conheço mais fino!): se falta uma vírgula, um acento, se «alunos», «professores» ou outra coisa qualquer aparece em minúsculas, tem de ser sempre em minúsculas, caso contrário, a acta tem de voltar a ser imprimida. Já nem sei se sou prof de português, uma vez que sou corrigida por uma prof de história e uma de matemática.
Pessoalmente, acho que as actas deviam ser intocadas por terceiros.
Para não falar no meu primeiro ano, nesta escola em que fiquei estarrecida quando cheguei à sala para entregar os documentos da minha Direção de Turma e me deparei com duas auxiliares a conferir as notas e os restantes documentos!!! Nem queria acreditar!
Depois, veio a censura! Nem é tanto pela censura, mas pela forma como nos tratam: parece o posto médico. Por vezes, há reuniões de avaliação às 17h ou 17h30: mas a verificação termina às 17h30!
Sim, porque os subalternos (os professores, pois não somos colegas!) não temos de ir buscar os nossos filhos, voltar para casa, para a família...
Abandonei o corredor onde esperava, lançava chamas por todo o lado, palavrões saiam aos rodos (a minha melhor amiga é transmontana, por isso, o léxico é variado!!!).
Já devia estar habituada a este tipo de tratamento, nesta escola, já que cá estou há 14/ 15 anos.
Continuo idealista e sou uma saudosista: ainda me lembro das escolas onde, quando alunos e professores chegavam à escola, já lá estava um membro do Conselho Diretivo; alguém da Direção era o último a sair. Na Preparatória da Amarante, enquanto houvesse alguém à espera para entregar os documentos dos Conselhos de Turma, o pessoal da Direção, recebia-nos fosse até que hora fosse.
A escola tem coisas boas, excelentes: a proximidade, os auxiliares (5 estrelas), alguns colegas e, sobretudo, os alunos.
Sei que nada é perfeito, mas aquela direção deixa tudo a desejar: humildade, simpatia, competência, agilização, confraternização, ...
Vou terminar com uma citação: fica sempre bem:
«Liberdade, Igualdade, Fraternidade e foda-se!!!
Mas não desespere: Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!» ( Foda-se, Millôr Fernandes)
Abandonei o corredor onde esperava, lançava chamas por todo o lado, palavrões saiam aos rodos (a minha melhor amiga é transmontana, por isso, o léxico é variado!!!).
Já devia estar habituada a este tipo de tratamento, nesta escola, já que cá estou há 14/ 15 anos.
Continuo idealista e sou uma saudosista: ainda me lembro das escolas onde, quando alunos e professores chegavam à escola, já lá estava um membro do Conselho Diretivo; alguém da Direção era o último a sair. Na Preparatória da Amarante, enquanto houvesse alguém à espera para entregar os documentos dos Conselhos de Turma, o pessoal da Direção, recebia-nos fosse até que hora fosse.
A escola tem coisas boas, excelentes: a proximidade, os auxiliares (5 estrelas), alguns colegas e, sobretudo, os alunos.
Sei que nada é perfeito, mas aquela direção deixa tudo a desejar: humildade, simpatia, competência, agilização, confraternização, ...
Vou terminar com uma citação: fica sempre bem:
«Liberdade, Igualdade, Fraternidade e foda-se!!!
Mas não desespere: Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!» ( Foda-se, Millôr Fernandes)
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Há um ano atrás, comprei um carro em segunda mão, na Auto RCA, Fafe. O preço foi alto. O vendedor, como achamos o preço bastante exagerado, prontificou-se a fazer uma revisão geral ao veículo e a pô-lo em ótimas condições. Quem nos levou àquela empresa, foi um conhecido, mecânico. Todos os consertos de que o carro necessitava seriam efetuados, sem mais despesas para nós, por respeito para com o nosso «acompanhante», amigo do dono da empresa.
Fomos enganados por todos: o nosso «acompanhante», a Auto RCA e a oficina (perto da RCA), o Centro de Inspeções onde o carro passou «sem problemas» (foi o nosso acompanhante que o conduziu!).
Poucos dias depois, tivemos de levar o carro à nossa oficina, em Lousada, onde ficamos a saber que os consertos, supostamente efetuados em Fafe, não tinham sido realizados,
Fiquei a conhecer as técnicas usadas pelos vendedores de carros usados: simpatia, promessas, várias idas a Fafe, onde a nossa «cunha» nos gabava os progressos feitos no veículo. Finalmente, entrega do carro, noite cerrada pois, supostamente, o carro estava a ser verificado mais uma vez e breve passeio num trecho de estrada em tapete. Pagamos em dinheiro vivo (continuamos à espera da fatura, reclamada ao vendedor e, mais tarde, à Autoridade Tributária. Um ano depois, continuamos, pacientemente, à espera da mesma!!!)... À vinda, entrando na estrada de paralelos, ficamos esclarecidos,.. Quando o meu marido telefonou para o vendedor, este perguntou-lhe se, por aquele preço, queríamos um carro novo!!! Foi essa bela resposta que nos fez apresentar queixa. Bastava não terem feito promessas e não teríamos comprado «aquele» carro.
Agora, passemos à resposta do tribunal. Quem se quiser dar ao trabalho de ler, terá acesso a um belíssimo texto literário, com transcrições do Código Civil e consequentes notas explicativas (ou seja, supostamente "em português" para o simples mortal). Aí se confirma que o vendedor se comprometeu a fazer a revisão geral ao carro, mas não a fez. Mas fica inocentado, pois não ficou provado que não usou de má fé.






Isto é linnnndo!!!
Fomos enganados por todos: o nosso «acompanhante», a Auto RCA e a oficina (perto da RCA), o Centro de Inspeções onde o carro passou «sem problemas» (foi o nosso acompanhante que o conduziu!).
Poucos dias depois, tivemos de levar o carro à nossa oficina, em Lousada, onde ficamos a saber que os consertos, supostamente efetuados em Fafe, não tinham sido realizados,
Fiquei a conhecer as técnicas usadas pelos vendedores de carros usados: simpatia, promessas, várias idas a Fafe, onde a nossa «cunha» nos gabava os progressos feitos no veículo. Finalmente, entrega do carro, noite cerrada pois, supostamente, o carro estava a ser verificado mais uma vez e breve passeio num trecho de estrada em tapete. Pagamos em dinheiro vivo (continuamos à espera da fatura, reclamada ao vendedor e, mais tarde, à Autoridade Tributária. Um ano depois, continuamos, pacientemente, à espera da mesma!!!)... À vinda, entrando na estrada de paralelos, ficamos esclarecidos,.. Quando o meu marido telefonou para o vendedor, este perguntou-lhe se, por aquele preço, queríamos um carro novo!!! Foi essa bela resposta que nos fez apresentar queixa. Bastava não terem feito promessas e não teríamos comprado «aquele» carro.
Agora, passemos à resposta do tribunal. Quem se quiser dar ao trabalho de ler, terá acesso a um belíssimo texto literário, com transcrições do Código Civil e consequentes notas explicativas (ou seja, supostamente "em português" para o simples mortal). Aí se confirma que o vendedor se comprometeu a fazer a revisão geral ao carro, mas não a fez. Mas fica inocentado, pois não ficou provado que não usou de má fé.






Isto é linnnndo!!!
quarta-feira, 18 de março de 2015
Carta aberta aos políticos
Exmos Senhores,
antes de se candidatarem a qualquer lugar público, deviam fazer uma revisão completa ao vosso passado.
Deviam ser impolutos. Claro que os vossos interesses não são os nossos, os do povo. São os vossos. Todos procurais o mesmo: protagonismo, rendimentos, subornos, boas reformas...
Onde estão os políticos, os Verdadeiros, os que tinham ideologias?
Já não existem. São todos um bando de corruptos.
Fui educada a não criar dívidas, mas os nossos sucessivos governantes encarregaram-se de as criar por mim. É por minha causa que o país está afundado na lama? Que chafurdamos, que andamos de gatas à frente do resto da Europa? A culpa é vossa.
Tenho vergonha de ser portuguesa, de ver o povo fazer vigílias diante da cadeia de Évora. Por amor de Deus!!! Quem acredita que aquele pedante é inocente? Quem acredita que alguém, no seu juízo perfeito, teria a ousadia de prender um ex primeiro ministro, sem provas fortes da sua culpa? Mário Soares? É compreensível: o homem está senil. Faz figuras tristes, mas até é divertido vê-lo. As pessoas deviam saber retirar-se com classe!!!
Sou do tempo em que, quando ele lá estava , nos mandava apertar o cinto mais um furo! Tive de fazer mais buracos no cinto e nunca andei tão elegante! Em Soares, nunca vi melhoras! O homem até tem uma Fundação. Ainda não consegui descobrir o intuito da mesma, embora tenha as minhas desconfianças.
País tão pequeno, este, com autoestradas às moscas, construções megalómanas inacabadas, construções em zonas protegidas, subsidiodependentes (na Europa, agora, deu-se-lhe o nome de turismo social), polícias que vão presos, bandidos que recebem indemnizações porque levaram um tabefe, empregos atribuídos a familiares/ amigos...
Este país está desconcertado/desconsertado.
Este país está desconcertado/desconsertado.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Saudade!
Esta manhã, acordei com saudades tuas: as nossas conversas e as nossas crenças sobre a outra vida, o além...
Estava na cama e sorri: vi-te com a tua neta pela mão, a caminho da quinta, para ires alimentar o cavalo. Tão pequenina, ao teu lado! Tinhas sempre coisas para lhe contar, mostravas-lhe os insectos, as plantas,... a vida, enfim.
Foste um pai presente (por vezes, duro!), um avô extremoso. Que memórias gratas que eu tenho de ti, especialmente com a tua neta!
Vejo-te sentado à frente de casa, já na cadeira de rodas, a leres histórias à Ângela (de perninhas à chinesa ou dobradas e queixo pousado nos joelhos). Ela ficava muito atenta. Quando deixaste de poder virar as páginas, era ela que o fazia (trabalho de equipa!). Ela também adorava as histórias que improvisavas e decorava-as, corrigindo-te quando alteravas algum pormenor.
Lembras-te, também, daquela vez em que a Elisabeth, a Stéphanie e a Ângela, o trio maravilha!, te fizeram umas tranças com lã amarela? Aquela foto está fantástica! O teu ar de felicidade junto delas! Como sinto a tua falta, por vezes!
É por isso que não morremos: ficamos sempre no coração de alguém.
Saudades!
Estava na cama e sorri: vi-te com a tua neta pela mão, a caminho da quinta, para ires alimentar o cavalo. Tão pequenina, ao teu lado! Tinhas sempre coisas para lhe contar, mostravas-lhe os insectos, as plantas,... a vida, enfim.
Foste um pai presente (por vezes, duro!), um avô extremoso. Que memórias gratas que eu tenho de ti, especialmente com a tua neta!
Vejo-te sentado à frente de casa, já na cadeira de rodas, a leres histórias à Ângela (de perninhas à chinesa ou dobradas e queixo pousado nos joelhos). Ela ficava muito atenta. Quando deixaste de poder virar as páginas, era ela que o fazia (trabalho de equipa!). Ela também adorava as histórias que improvisavas e decorava-as, corrigindo-te quando alteravas algum pormenor.
Lembras-te, também, daquela vez em que a Elisabeth, a Stéphanie e a Ângela, o trio maravilha!, te fizeram umas tranças com lã amarela? Aquela foto está fantástica! O teu ar de felicidade junto delas! Como sinto a tua falta, por vezes!
É por isso que não morremos: ficamos sempre no coração de alguém.
Saudades!
sábado, 25 de outubro de 2014
Pão e circo!
Já assim faziam os Romanos para contentar o povo.
Tantos séculos volvidos, e nada mudou: pão e futebol.
O povo fica feliz: reza, vibra, revolta-se. Por causa da
bola! Não pelo estado do país, mas pelo seu clube. Quanto ao resto, está tudo
pacífico. Que importam os impostos (são poucos os que os pagam), o país a
afundar-se, os pimpões cada vez mais desafogados, os políticos (todos eles!)
que só querem encher os bolsos, ...? Uma transmissão televisiva de um joguinho
por semana (dois é perfeito: dá um orgasmo!) e o Zé vive feliz!
Avé, César!
Exame 1º e 2º ciclos
Esta semana, as escolas fecharam para que os alunos
pudessem mostrar os conhecimentos de todo um ciclo.
Faz-se um exame antes que termine o ano letivo, antes que seja lecionada toda a matéria, ou dada a correr! Não é isso que preocupa os pais: o que fazer com os filhos sem os professores para olharem por eles? O depósito está encerrado: os professores não fazem nenhum! E as férias estão à porta.
Parem os filhos e os outros que tratem deles! A escola existe, não para dar educação, não para olhar pelos meninos, mas sim para transmitir saber, conhecimento, despertar a vontade de ir mais além.
Cuidem dos vossos filhos: não é papel do professor. Eles crescem tão depressa... quando perceberem isso, já perderam as fases mais bonitas do crescimento dos vossos miúdos.
Sei do que falo: sou mãe e não deixei por mãos alheias o desenvolvimento, o aconchego, o mimo que me competia a mim dar.
Professor é para ensinar, não para cuidar, secar as lágrimas, ouvir confidências, dar carinho.
Sei do que falo: sou professora: dou mimo, carinho, ouço as confidências, dou conselhos.
É muito gratificante... mas devia ser tarefa vossa!
Um abraço a todos os colegas de profissão e a todos os alunos que me fazem amar o meu trabalho!
Faz-se um exame antes que termine o ano letivo, antes que seja lecionada toda a matéria, ou dada a correr! Não é isso que preocupa os pais: o que fazer com os filhos sem os professores para olharem por eles? O depósito está encerrado: os professores não fazem nenhum! E as férias estão à porta.
Parem os filhos e os outros que tratem deles! A escola existe, não para dar educação, não para olhar pelos meninos, mas sim para transmitir saber, conhecimento, despertar a vontade de ir mais além.
Cuidem dos vossos filhos: não é papel do professor. Eles crescem tão depressa... quando perceberem isso, já perderam as fases mais bonitas do crescimento dos vossos miúdos.
Sei do que falo: sou mãe e não deixei por mãos alheias o desenvolvimento, o aconchego, o mimo que me competia a mim dar.
Professor é para ensinar, não para cuidar, secar as lágrimas, ouvir confidências, dar carinho.
Sei do que falo: sou professora: dou mimo, carinho, ouço as confidências, dou conselhos.
É muito gratificante... mas devia ser tarefa vossa!
Um abraço a todos os colegas de profissão e a todos os alunos que me fazem amar o meu trabalho!
segunda-feira, 19 de março de 2012
Os meus alunos também escrevem coisas bonitas!
Infância
Ser criança é;
É a idade do não saber,
Mas o tempo de aprender,
Aprender como saber viver.
Na nossa infância,
Não é tempo de ganância:
Criança só gosta de viver,
Viver com tolerância.
Em criança, aprendemos a brincar.
Somos polícias,
Mas não prendemos ninguém,
Só libertamos a imaginação.
Ninguém quer ser criança.
Mas criança não é ninguém
Neste poema sobre a criança,
criança que brinca com a inocência.
Cláudio Costa (7.º B)
Ser criança é;
É a idade do não saber,
Mas o tempo de aprender,
Aprender como saber viver.
Na nossa infância,
Não é tempo de ganância:
Criança só gosta de viver,
Viver com tolerância.
Em criança, aprendemos a brincar.
Somos polícias,
Mas não prendemos ninguém,
Só libertamos a imaginação.
Ninguém quer ser criança.
Mas criança não é ninguém
Neste poema sobre a criança,
criança que brinca com a inocência.
Cláudio Costa (7.º B)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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