Saturada de ser dirigida pelos piores incompetentes de que me lembro!!!
Mas, o que mais dói é vê-los premiados. Gente que só "trabalha" para inglês ver; os mais nulos que há em trabalho concreto, efectivo; aqueles que falham por completo no que importa, que é «ensinar» os alunos... São os mais valorizados, nesta escola.
É frustrante. Auto comiseração? Não, não é. Tinha prometido a mim mesma calar, passar ao lado e esquecer.
Mas, por muito que queira, não consigo.
Vem aí o secretário de estado de «não sei quê»: o director já levita, não caminha...
A escola subiu no ranking nacional: o Senhor Director veio nos dizer, a nós, pobres professores, em reunião de Departamento, depois de um dia inteirinho de aulas, que, numa entrevista a não sei que jornal, respondera que não tinha culpa de ter bons alunos!!!
Não segurei na língua: «Imagina se os professores fossem bons!»
Que saudades de dar aulas, ensinar, trabalhar só para os alunos, não para estatísticas, não para tomar conta deles em apoios, tutorias, Oficina de Preparação para Exame, acompanhamento educativo, preenchimento de papelada... É verdade: nesta escola, ainda existem «aulas de substituição», pois ter "furos" não é bom para os alunos; há «Supervisão Pedagógica» (deve ser para ver se os professores estão ao nível dos alunos!).
Às vezes (só às vezes!), tenho saudades de ser "contratada": não tinha tempo de ser atingida pelo cheiro a podre.
Respirar fundo, soltar o grito no alto do monte: «AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!»
Pronto, já me sinto melhor!
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de março de 2015
Carta aberta aos políticos
Exmos Senhores,
antes de se candidatarem a qualquer lugar público, deviam fazer uma revisão completa ao vosso passado.
Deviam ser impolutos. Claro que os vossos interesses não são os nossos, os do povo. São os vossos. Todos procurais o mesmo: protagonismo, rendimentos, subornos, boas reformas...
Onde estão os políticos, os Verdadeiros, os que tinham ideologias?
Já não existem. São todos um bando de corruptos.
Fui educada a não criar dívidas, mas os nossos sucessivos governantes encarregaram-se de as criar por mim. É por minha causa que o país está afundado na lama? Que chafurdamos, que andamos de gatas à frente do resto da Europa? A culpa é vossa.
Tenho vergonha de ser portuguesa, de ver o povo fazer vigílias diante da cadeia de Évora. Por amor de Deus!!! Quem acredita que aquele pedante é inocente? Quem acredita que alguém, no seu juízo perfeito, teria a ousadia de prender um ex primeiro ministro, sem provas fortes da sua culpa? Mário Soares? É compreensível: o homem está senil. Faz figuras tristes, mas até é divertido vê-lo. As pessoas deviam saber retirar-se com classe!!!
Sou do tempo em que, quando ele lá estava , nos mandava apertar o cinto mais um furo! Tive de fazer mais buracos no cinto e nunca andei tão elegante! Em Soares, nunca vi melhoras! O homem até tem uma Fundação. Ainda não consegui descobrir o intuito da mesma, embora tenha as minhas desconfianças.
País tão pequeno, este, com autoestradas às moscas, construções megalómanas inacabadas, construções em zonas protegidas, subsidiodependentes (na Europa, agora, deu-se-lhe o nome de turismo social), polícias que vão presos, bandidos que recebem indemnizações porque levaram um tabefe, empregos atribuídos a familiares/ amigos...
Este país está desconcertado/desconsertado.
Este país está desconcertado/desconsertado.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Saudade!
Esta manhã, acordei com saudades tuas: as nossas conversas e as nossas crenças sobre a outra vida, o além...
Estava na cama e sorri: vi-te com a tua neta pela mão, a caminho da quinta, para ires alimentar o cavalo. Tão pequenina, ao teu lado! Tinhas sempre coisas para lhe contar, mostravas-lhe os insectos, as plantas,... a vida, enfim.
Foste um pai presente (por vezes, duro!), um avô extremoso. Que memórias gratas que eu tenho de ti, especialmente com a tua neta!
Vejo-te sentado à frente de casa, já na cadeira de rodas, a leres histórias à Ângela (de perninhas à chinesa ou dobradas e queixo pousado nos joelhos). Ela ficava muito atenta. Quando deixaste de poder virar as páginas, era ela que o fazia (trabalho de equipa!). Ela também adorava as histórias que improvisavas e decorava-as, corrigindo-te quando alteravas algum pormenor.
Lembras-te, também, daquela vez em que a Elisabeth, a Stéphanie e a Ângela, o trio maravilha!, te fizeram umas tranças com lã amarela? Aquela foto está fantástica! O teu ar de felicidade junto delas! Como sinto a tua falta, por vezes!
É por isso que não morremos: ficamos sempre no coração de alguém.
Saudades!
Estava na cama e sorri: vi-te com a tua neta pela mão, a caminho da quinta, para ires alimentar o cavalo. Tão pequenina, ao teu lado! Tinhas sempre coisas para lhe contar, mostravas-lhe os insectos, as plantas,... a vida, enfim.
Foste um pai presente (por vezes, duro!), um avô extremoso. Que memórias gratas que eu tenho de ti, especialmente com a tua neta!
Vejo-te sentado à frente de casa, já na cadeira de rodas, a leres histórias à Ângela (de perninhas à chinesa ou dobradas e queixo pousado nos joelhos). Ela ficava muito atenta. Quando deixaste de poder virar as páginas, era ela que o fazia (trabalho de equipa!). Ela também adorava as histórias que improvisavas e decorava-as, corrigindo-te quando alteravas algum pormenor.
Lembras-te, também, daquela vez em que a Elisabeth, a Stéphanie e a Ângela, o trio maravilha!, te fizeram umas tranças com lã amarela? Aquela foto está fantástica! O teu ar de felicidade junto delas! Como sinto a tua falta, por vezes!
É por isso que não morremos: ficamos sempre no coração de alguém.
Saudades!
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