terça-feira, 18 de novembro de 2014

Saudade!

Esta manhã, acordei com saudades tuas: as nossas conversas e as nossas crenças sobre a outra vida, o além...
Estava na cama e sorri: vi-te com a tua neta pela mão, a caminho da quinta, para ires alimentar o cavalo. Tão pequenina, ao teu lado! Tinhas sempre coisas para lhe contar, mostravas-lhe os insectos, as plantas,... a vida, enfim.
Foste um pai presente (por vezes, duro!), um avô extremoso. Que memórias gratas que eu tenho de ti, especialmente com a tua neta!
Vejo-te sentado à frente de casa, já na cadeira de rodas, a leres histórias à Ângela (de perninhas à chinesa ou dobradas e queixo pousado nos joelhos). Ela ficava muito atenta. Quando deixaste de poder virar as páginas, era ela que o fazia (trabalho de equipa!). Ela também adorava as histórias que improvisavas e decorava-as, corrigindo-te quando alteravas algum pormenor.
Lembras-te, também, daquela vez em que a Elisabeth, a Stéphanie e a Ângela, o trio maravilha!, te fizeram umas tranças com lã amarela? Aquela foto está fantástica! O teu ar de felicidade junto delas! Como sinto a tua falta, por vezes!
É por isso que não morremos: ficamos sempre no coração de alguém.
Saudades!

sábado, 25 de outubro de 2014

À boa portuguesa!


Este é um quadro elétrico, soberbamente tratado com pensos e gaze!
Tadinho!

Zippy???

Que vergonha!
Até se me caiu tudo quando apresentei esta pub aos meus alunos!

Pão e circo!

Já assim faziam os Romanos para contentar o povo.
Tantos séculos volvidos, e nada mudou: pão e futebol.
O povo fica feliz: reza, vibra, revolta-se. Por causa da bola! Não pelo estado do país, mas pelo seu clube. Quanto ao resto, está tudo pacífico. Que importam os impostos (são poucos os que os pagam), o país a afundar-se, os pimpões cada vez mais desafogados, os políticos (todos eles!) que só querem encher os bolsos, ...? Uma transmissão televisiva de um joguinho por semana (dois é perfeito: dá um orgasmo!) e o Zé vive feliz!

Avé, César!

Exame 1º e 2º ciclos

Esta semana, as escolas fecharam para que os alunos pudessem mostrar os conhecimentos de todo um ciclo.
Faz-se um exame antes que termine o ano letivo, antes que seja lecionada toda a matéria, ou dada a correr! Não é isso que preocupa os pais: o que fazer com os filhos sem os professores para olharem por eles? O depósito está encerrado: os professores não fazem nenhum! E as férias estão à porta.
Parem os filhos e os outros que tratem deles! A escola existe, não para dar educação, não para olhar pelos meninos, mas sim para transmitir saber, conhecimento, despertar a vontade de ir mais além.
Cuidem dos vossos filhos: não é papel do professor. Eles crescem tão depressa... quando perceberem isso, já perderam as fases mais bonitas do crescimento dos vossos miúdos.
Sei do que falo: sou mãe e não deixei por mãos alheias o desenvolvimento, o aconchego, o mimo que me competia a mim dar.
Professor é para ensinar, não para cuidar, secar as lágrimas, ouvir confidências, dar carinho.
Sei do que falo: sou professora: dou mimo, carinho, ouço as confidências, dou conselhos.
É muito gratificante... mas devia ser tarefa vossa!
Um abraço a todos os colegas de profissão e a todos os alunos que me fazem amar o meu trabalho! 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Os meus alunos também escrevem coisas bonitas!

Infância



Ser criança é;
É a idade do não saber,
Mas o tempo de aprender,
Aprender como saber viver.

Na nossa infância,
Não é tempo de ganância:
Criança só gosta de viver,
Viver com tolerância.

Em criança, aprendemos a brincar.
Somos polícias,
Mas não prendemos ninguém,
Só libertamos a imaginação.

Ninguém quer ser criança.
Mas criança não é ninguém
Neste poema sobre a criança,
criança que brinca com a inocência.


Cláudio Costa (7.º B)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu vi!


Esta tabuleta pode ter muitas leituras! Não acham?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Envelhecer


-Mitch, eu "abraço" o envelhecer.
- Abraças?
- É muito simples. À medida que cresces, aprendes mais. Se ficasses pelos 22 anos, serias sempre tão ignorante como eras aos 22 anos. Sabes, envelhecer não é só decadência. É crescimento. É mais do que o negativo de que vais morrer, é também o positivo de que vais "compreender" que vais morrer e que vives uma vida melhor por causa disso. (...) Porque, se encontrares sentido na vida, não desejas voltar atrás. Queres ir para a frente. Queres ver mais. Estás mortinho por chegar aos 65... Se estiveres sempre a batalhar contra o envelhecimento, vais ser sempre infeliz, porque isso vai acontecer de qualquer maneira.

"As Terças com Morrie" - Mitch Albom

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Leitura

«A leitura é prazer e alegria de estar vivo ou tristeza de estar vivo e, sobretudo, é conhecimento e perguntas. A escrita, em compensação, costuma ser vazio.»


Roberto Bolaño, 2666

domingo, 11 de abril de 2010

Vida, morte

«A vida é nuvem sombria
Que passa entre o céu e a terra.
A vida é a luz d'um só dia,
A vida, o túmulo a encerra»

anónimo

Erro

«Se não receio o erro é porque estou sempre pronto a corrigi-lo»

Bento de Jesus Caraça

terça-feira, 6 de abril de 2010

Descobre os erros, se fores capaz!







Felgueiras no seu melhor!

Passeios na zona atrás do campo de futebol.
Estacionamento reservado às ambulâncias, junto às urgências do hospital.

Ao lado da casa mortuária, no centro.





terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Auschwitz, 27 de Janeiro de 1945



No dia 27 de Janeiro de 1945, os soldados do Exército Vermelho entravam no campo de Auschwitz-Birkenau, no sul d a Polónia. Aí, encontraram 7000 deportados num estado de agonia sem precedentes.

Os nazis deixaram aqueles sete mil moribundos sem água nem mantimentos, por acharem que o estado em que se encontravam não permitia, de modo algum, a sua evacuação para outro campo. Os restantes 60 mil prisioneiros foram conduzidos em marcha acelerada para campos situados a Oeste. Foi a “marcha da morte” – a maioria morreu de cansaço, fome ou de tiro em desesperadas tentativas de fuga.
O III Reich instalou em Auschwitz a maior fábrica de morte, das várias que montou entre a Alemanha e a Polónia. Aí, entre 1942 e 1945, foram asfixiadas com gás Zyclon B, depois queimados em fornos crematórios, um milhão de judeus vindos dos países ocupados pela Alemanha. Havia ainda prisioneiros de guerra polacos (80 mil) e soviéticos (15 mil), ciganos (20 mil) e 12 mil de diversas nacionalidades. Auschwitz, pela sua descomunal dimensão, tem o triste registo de maior cemitério da História.

O estado-maior nazi, que se realizou em Wannsee, decidiu proceder, a partir dali, à “solução final do problema judeu”.
O campo funcionava como reservatório de mão-de-obra para a indústria alemã. Esta sua função nunca deixou de ser utilizada mas, a partir de meados de 1942, foi também a principal unidade de liquidação dos povos judeu e cigano – considerados “degenerados”.
Auschwitz passou a ser igualmente um “espaço científico” experimental. Josef Mengele, nomeado médico-chefe do campo em 1943, desenvolveu aí um projecto de investigação, utilizando cobaias humanas.
A indústria da morte aperfeiçoou-se e atingiu o seu clímax em 1943, com 20 mil pessoas a serem liquidadas diariamente nas câmaras de gás e cremadas, em seguida, nos fornos. Comboios vindos dos vários extremos da Europa ocupada pelos nazis, da França à Grécia, da Bélgica aos países bálticos, chegavam em cadência crescente. Traziam levas de seres humanos que descarregavam no cais do campo de Auschwitz, onde, sob força militarizada, se processava à separação, segundo a idade e o sexo.
Os últimos meses de vida no campo foram particularmente lancinantes, à medida que a derrota nazi se avizinhava. Antes de abandonar o campo, os nazis tentaram destruir as câmaras de gás e os fornos. Não o puderam fazer na totalidade porque as ordens que vinham de Berlim eram de continuar até ao último momento com a “solução final”.
As tropas do Exército soviético aceleraram a marcha e ocuparam o campo. Foi o espanto que esta realidade provocou junto dos soldados que levou a que os campos de morte nazis se transformassem, rapidamente, em lugares de memória.

(Não apaguem a memória, António Melo)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

«Cada noite, ao adormecer, eu morro. E, na manhã seguinte, ao acordar, renasço.»


Mahatma Gandhi

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A flor

Há uns anos atrás, uma pessoa especial ofereceu-me um livro de Almada Negreiros. Li-o e achei-o uma «seca». Mas descobri um texto que, sempre que o leio, me faz brotar as lágrimas dos olhos e me comove até ao mais profundo de mim: um texto simples, mas de uma inspiração e uma verdade maravilhosas.
Cá vai ele: espero que gostem!

«A Flor
Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala, onde não há mais ninguém. Passado algum tempo, o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era de mais.
Depois, a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não acham estas linhas parecidas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!»

Almada Negreiros